Resumo

Este artigo analisa a relação entre território, geografia e transformação existencial, partindo da ideia de que a subjetividade humana se constitui em mediação contínua com condições espaciais, sociais e corporais. Em oposição a visões individualistas, adota-se uma abordagem interdisciplinar que articula psicologia social crítica, sociologia, geografia humana, filosofia e neurociência. Argumenta-se que a mudança de ambiente não produz transformação automática, mas desencadeia processos complexos de desestabilização de disposições incorporadas, reorganização do pertencimento e redefinição de horizontes de possibilidade. O texto aborda a migração como experiência-limite da modernidade, marcada por luto territorial, desenraizamento e disputas por reconhecimento; analisa a geografia urbana como tecnologia de poder, evidenciando a segregação socioespacial e a mobilidade desigual; e discute a geografia física como dimensão constitutiva da experiência corporal e afetiva. Conclui-se que a transformação existencial emerge de uma dinâmica dialética entre condições territoriais e limites estruturais, sendo impossível compreender o indivíduo sem considerar os espaços que ele habita.

Como citar

SILVA, Atila Barros da. TERRITÓRIO, SUBJETIVIDADE E TRANSFORMAÇÃO: geografia, corpo e produção do sujeito na modernidade. Mover – Ciências e Humanidades, [s.l.], [s.n.], 2025..

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